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MINICURSOS - Dia 12 de Novembro de 2009

HORÁRIOS

Cada minicurso será dividido em dois módulos: manhã e tarde. Não será possível a inscrição em mais do que um minicurso.

 

10h00 - 12h00: Minicurso

12h00 - 14h00: Intervalo para almoço (não incluso na inscrição)

14h00 - 18h00: Minicurso


Minicurso 1
Fauna de Caverna: Métodos de Estudo para Fauna Subterrânea Brasileira/Ecologia e Comportamento
Ministrante: Dra. Maria Elina Bichuette – Universidade Federal de São Carlos, SP
Duração: 6 horas                                Limite de vagas: 80 vagas

Ementa: A zona afótica de ambientes subterrâneos é caracterizada principalmente por ausência permanente de luz, temperatura relativamente constante acompanhando a média anual da região, atmosfera saturada de água e alta concentração de CO2. Estas características influenciam fortemente a distribuição dos organismos e estes dependem principalmente de itens alóctones como fonte energética. Os animais cavernícolas são freqüentemente inseridos em categorias ecológico-evolutivas. Os troglomorfismos mais comuns são a regressão, até ausência de olhos e de pigmentação melânica. Também podemos encontrar organismos acidentais que utilizam cavernas como rotas de fuga de predadores, como abrigo contra dessecação ou que até penetram por acidente. O Brasil possui uma riqueza elevada de espécies cavernícolas e apresenta um grande potencial para trabalhos sobre ecologia e comportamento. Serão apresentados conceitos básicos sobre o tema Biologia Subterrânea, incluindo uma descrição dos diferentes hábitats subterrâneos, do tipo de fauna aí encontrada e das principais especializações desses organismos, focando os métodos de estudo para estes organismos, em relação ao comportamento e ecologia.

 


Minicurso 2
Evolução Filogenética do Sistema Nervoso e Estudo do Comportamento
Ministrante: Dra. Ita de Oliveira e Silva – Universidade Federal de Viçosa, MG
Duração: 6 horas                                Limite de vagas: 60 vagas

Ementa: As estruturas nervosas constituem o substrato físico responsável pela manifestação dos comportamentos. O minicurso visa identificar como o desenvolvimento filogenético de algumas estruturas do sistema nervoso está relacionado com a emergência de alguns comportamentos e funções cognitivas como o aprendizado, memória e consciência. Sendo assim, dar-se-á ênfase ao estudo de estruturas que compõem o sistema límbico, tais como o hipocampo, amígdala, núcleos encefálicos e córtex frontal.

 


Minicurso 3
Uso de Modelos en Etologia
Ministrante: Dr. Héctor Ricardo Ferrari – Universidad Nacional de La Plata, Argentina
Duração: 6 horas                                Limite de vagas: 60 vagas

Ementa: Analizar el uso de modelos en el estudio del comportamiento. Evaluar los distintos tipos según los distintos fenômenos a abordar: (1) Uso de modelos en ciência; (2) Teoría de juegos y comportamiento social: el dilema del prisionero/Cuestionamiento experimental a su validez; (3) Modelos matemáticos: el álgebra y la cacería en primates; (4) Modelos topológicos: aspectos generales, su aplicación al estudio de la agresión; (5) Autómatas y robots: las máquinas de Grey Walter; e (6) Animats: diseño y uso/Ventajas y desventajas respecto del uso de robots.

 


Minicurso 4
Relações Evolutivas Homem-Animais de Estimação

Ministrante: Dr. Gelson Genaro – Centro Universitário Barão de Mauá, Ribeirão Preto, SP

Duração: 6 horas                                Limite de vagas: 60 vagas

Ementa: O desenvolvimento da domesticação das espécies de estimação vem sendo praticada há muitos séculos, e vem produzindo um poderoso efeito não só sobre as espécies domesticadas, mas também sobre a nossa própria espécie. E, esta conduta – humana - de alterar as espécies de estimação, não vem somente produzindo efeitos comerciais/financeiros, mas também psicológicos sobre nós mesmos. Este processo geralmente é desenvolvido sem um objetivo determinado, ocorrendo ao acaso ou sob a influência de modismos circunstanciais. O conhecimento dos efeitos do processo de domesticação deve considerar efeitos sobre o bem-estar das espécies envolvidas, dando objetivos claros e conscientes e fazendo melhor uso dessas condutas. O processo de domesticação envolve basicamente um processo simbiótico entre a espécie humana e aquelas demais envolvidas. Nós nos beneficiamos dos produtos que os animais geram, e estes últimos usufruem dos cuidados e proteção humanos, entretanto estas relações não são tão lineares como gostaríamos. Há uma série de contratempos que são estabelecidos durante estas relações, e é aí que poderemos, por meio de análises criteriosas, melhorar, adaptar e simplificar os problemas que são gerados, voluntária ou involuntariamente.

 


Minicurso 5
Como Observar Estresse
Ministrante: Dr. Vanner Boere – Universidade de Brasília, DF
Duração: 6 horas                                Limite de vagas: 60 vagas

Ementa: O estresse pode ser considerado como qualquer perturbação da homeostase. Estritamente falando, o conceito de alostase e sobrecarga alostática pode melhor explicar os efeitos deletérios dos desafios à adaptação, à reprodução e à fisiologia. Como não se pode atribuir estados mentais aos animais, pode-se observar a sobrecarga alostática ou (“estresse ruim”) por meio de alterações fisiológicas e comportamentais. Vários fluidos e reações fisiológicas podem ser analisados por meio de técnicas que vão de uma simples aferição da temperatura à tomografia funcional por emissão de pósitrons (PET-scan). A observação do comportamento se constitui o mais simples e direto método de se analisar se um animal está em sobrecarga alostática. Conforme a espécie, a faixa etário-reprodutiva e o tipo de estresse, podem se observar reações comuns a vários táxons e variadas derivações comportamentais. Entender essas derivações, á luz dos conceitos darwinianos e neo-darwinianos, ajuda a entender as reações dos animais para a adaptação ou ao sofrimento físico e emocional. O minicurso visa auxiliar o aluno a organizar e rever alguns conceitos sobre emocionalidade e adaptação, dando instrumentos para julgar quando e quanto um animal está sofrendo estresse.

 


Minicurso 6
Bioacústica de Primatas
Ministrante: Dr.Rogério Grassetto Teixeira da Cunha – Universidade Federal de Alfenas, MG
Duração: 6 horas                                Limite de vagas: 60 vagas

Ementa: A abordagem etológica no estudo das emissões sonoras de primatas. Abordagens estruturais e funcionais no estudo das vocalizações. Diferentes níveis de abordagem funcional. Principais grupos de vocalizações de primatas, agrupados por contexto. Questões relevantes no estudo da vocalização de primatas: intencionalidade, comunicação referencial versus emocional, gramática e sintaxe, regras de "conversação", repertórios discretos e graduados, regra de Morton. Métodos e equipamentos de registro de vocalizações de primatas; Metodologias de coleta de dados comportamentais no estudo de vocalizações. Experimentos de "playback". Digitalização, aplicativos de análise sonora.

 


Minicurso 7
Práticas Sustentáveis no Turismo de Observação de Fauna
Ministrantes: MSc. Maria Antonietta Pivatto (IASB, MS), Biólogo e Fotógrafo Daniel De Granville (IASB, MS) e Dr. José Sabino (Universidade Anhanguera-Uniderp)
Duração: 6 horas                                Limite de vagas: 60 vagas

Ementa: Conceitos iniciais de etologia aplicada ao turismo sustentável e conservação. Etologia como mecanismo de monitoramento e gestão de fauna/área naturais. Etologia como mecanismo de interpretação e conservação ambiental. O comportamento animal como atrativo turístico. Como explorar comportamento animal em atividades ecoturísticas. Como propiciar oportunidades com um mínimo de interferência. Interferindo no comportamento animal negativamente. Impactos ambientais do turismo mal planejado.

 

 

 
 

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